Há 8 anos atrás Becca Fitzpatrick concedeu uma entrevista a revista Megazine, onde falou sobre o último livro da saga Hush Hush.

Era para ser o livro que fecharia a série Hush, hush, mas a autora Becca Fizpatrick resolveu transformar “Silêncio” em um prelúdio antes do aguardado final. Agora, a protagonista Nora tenta entender o que aconteceu nas onze semanas em que passou sequestrada. E ainda precisa processar as mudanças que aconteceram em sua vida: por que sua mãe está namorando o pai de sua maior inimiga? Quem é Jev, o cara que a salvou do anjo caído Gabe, mas que provoca estranhas reações nela? Confira:

1. “Silêncio”, o terceiro livro de “Hush, hush”, seria o último da série, mas agora haverá um quarto. Por que você decidiu escrever mais um?

BECCA: Quando eu terminei “Silêncio” eu simplesmente senti que a história de Patch e Nora não tinha terminado. E eu também queria escrever um livro que se passasse durante o Cheshvan. Ele é mencionado tantas vezes nos outros livros que eu pensei que era necessário dar aos leitores uma ideia de como era viver nesse período.

2. Houve uma grande expectativa sobre Silêncio devido a maneira como Crescendo termina. Como você lida com a pressão dos fãs, ainda mais agora que está escrevendo o quarto e último livro da série?

BECCA: As expectativas dos meus fãs para esse último livro são muito altas, e isso assusta. Eu tento ficar focada na história e nos personagens e fazer o melhor que eu posso.

3. Você interage bastante com os fãs na internet. Como isso afeta o seu trabalho ou o destino dos personagens nos livros?

BECCA: Eu amo conversar com os fãs e ouvir o que eles acham da história, é uma das coisas mais recompensadoras de ser uma autora. Na verdade, eu escrevi a maior parte de Finale antes mesmo de anunciar que haveria um quarto livro. Então, como eu já sabia o fim da história, a opinião dos leitores não influenciou no resultado.

4. Nos livros, você evita apontar alguém como bom ou mau. É comum os leitores uma hora adorarem um personagem e depois o odiarem. Você faz isso de propósito?

BECCA: Todo mundo erra ou toma decisões erradas às vezes, ninguém é completamente bom ou mau. Torço para que os personagens reflitam as pessoas da vida real, de certa maneira.

5. O que você pode adiantar para os fãs brasileiros de Finale, o último livro da série?

BECCA: “Finale” se passa durante de Cheshvan e os conflitos são grandes, já que os anjos caídos e os nephilim estão em guerra. E nessa época Patch está em apuros quando um antigo inimigo começa a caçá-lo.

6. Nos últimos anos, vários livros de adolescentes com temas sobrenaturais foram lançados. Para você, qual o diferencial de Hush, hush?

BECCA: A saga mistura ação e terror, mas também traz diferentes gêneros como ação, suspense, mistério, romance. Há um pouco de cada coisa para todo mundo.

Em breve mais entrevistas.

Vamos relembrar a entrevista que Becca Fitzpatrick concedeu para para o site português, Segredo dos Livros, onde fala um pouco das suas inspirações para escrever sua série de livros, e revela de onde veio o título Hush Hush. Confira abaixo a entrevista completa:

1. De onde vem o título “Hush, Hush”?
Eu queria um título alusivo ao mistério e à atmosfera presentes no livro e quando estava à procura no dicionário por qualquer coisa que servisse, deparei-me com a palavra “hush”. A definição era “manter em segredo”. Pensei logo que era a descrição perfeita da relação do Patch e da Nora no livro – ele esconde tantas coisas dela e é tão misterioso!

2. Como é que tudo começou? De onde surgiram as ideias para a história?
Eu comecei a escrever o Hush, Hush em 2003, quando o meu marido me deu como presente no meu 24º aniversário um curso de escrita criativa. Lá, o meu professor pedia-nos, todas as semanas, que fizéssemos um trabalho ao qual chamávamos “mostre, não conte”. Portanto, todas as semanas tínhamos uma palavra nova sobre a qual tínhamos de fazer um texto. Só que esse texto não podia contar qual era palavra mas sim descrever essa palavra. E então houve uma semana em que o trabalho era sobre humilhação. Fui imediatamente invadida por uma recordação do meu ensino médio em que numa aula de Biologia, o meu professor me perguntou em frente à turma inteira as características que eu mais apreciava num rapaz. Ali estava uma bela descrição de humilhação! Usei-a logo para o meu trabalho e o que começou por ser uma única cena, depressa se tornou um capítulo, depois dois e depois um livro inteiro!

3. E relativamente à ideia de anjos caídos?
Eu sabia, desde o primeiro dia que o Patch ia ser o típico e irresistível bad boy. Ia ser charmoso mas também muito perigoso. Só que também queria que ele tivesse sido bom numa determinada altura do seu passado. Ponderei durante muito tempo o que é que haveria de tê-lo feito “cair das boas graças”, até que de repente esta metáfora fez todo o sentido e se tornou literal na minha cabeça – ele era um anjo caído, expulso do paraíso. A partir daí fiquei com a ideia base e soube que com ela podia fazer o que quisesse com a história. Acabou por se tornar uma experiência muito libertadora e estimulante.

4. A atração física entre Patch e Nora é permanente no livro. O que é que a levou a fazer dos anjos caídos seres com grande sensualismo?
Não era minha intenção que os leitores vissem os anjos caídos como criaturas sedutoras. O que eu queria mesmo era que o Patch fosse um personagem ao mesmo tempo sexy e muito misterioso. Isso é que tinha mesmo de ser, desse por onde desse!

5. A ideia deste amor proibido entre o suposto inimigo e a protagonista sempre existiu?
Acho que foi uma decisão não muito consciente. Acabei por nem dar conta que as coisas tomaram esse rumo. A verdade é que, quando o Patch surgiu na história, ele era o personagem perfeito: era o bad boy que estava tentando recuperar o seu lado bom e sentimental do passado. Já com a protagonista o desenvolvimento foi muito mais gradual.

6. Demorou cinco anos a terminar o livro. Porquê tanto tempo? Houve algum tipo de dificuldade?
Eu considero-me uma escritora muito lenta. Além disso sou mãe de dois filhos: o tempo é sempre curto e escrever é uma coisa que pus para segundo plano. Mas, sim, também houve dificuldades: arranjar tempo para escrever, ter paciência e manter-me fiel à história, aceitar cerca de 100 cartas de rejeição de agentes literários… Enfim, várias coisas. Bem que eu podia continuar aqui a enumerá-las mas nunca terminaria! Não é fácil ser escritor e muito menos publicar o nosso primeiro livro.

7. Como autora de Hush, Hush, quais foram as principais influências que levaram à história final?
Eu lia muito Nancy Drew e Trixie Belden quando era pequena. Na adolescência foi mais as irmãs Brontë e montes de romances góticos. Portanto, pode-se dizer que sempre gostei de mistério e thrillers fantásticos com muito suspense.

8. Adora correr, é obcecada por sapatos e uma devoradora de sorvetes. Será que estas paixões fazem da Becca a escritora que é?
Hum… É uma excelente pergunta. Eu, de fato, crio a maioria das minhas histórias enquanto estou correndo. É quando tenho mais ideias e mais me inspiro, por isso, há definitivamente uma associação entre estas duas coisas: correr e escrever.

9. Há algum tipo de conselhos a dar a quem queira ser escritor?
Por favor, não tenham vergonha daquilo que escrevem. Não tenham medo de escrever mal nem de escrever aquilo que gostam. Todos os escritores começam a escrever mal. Pior ainda se não for uma coisa de que se goste. Sejam persistentes e leiam, leiam muito – não há melhor doce para o nosso cérebro do que a literatura.

Em breve mais entrevistas.

Vamos relembrar a entrevista que Becca Fiztpatrick concedeu ao portal autraliano Girl.au há 7 anos atrás, onde falou um pouco sobre suas próprias experiências de escrita e vida, e como tudo isso influencia a série “Sussurro”. Confira abaixo a integra da entrevista:

Brooke Hunter: O que inspirou você a escrever Sussurro?
Becca Fitzpatrick: Eu fui inspirada por algo que aconteceu comigo nas minhas aulas de biologia durante o ensino médio. Meu professor me perguntou, na frente da sala toda, para dizer características que eu gosto em um parceiro. O menino que estava sentado do meu lado ficou me cutucando com a caneta, me forçando a responder. Eu fui tão humilhada! Para quem leu Sussurro sabe que a personagem principal, Nora, passa por uma experiência bem parecida. Quanto mais eu escrevia, mais a tensão sexual existente em cada página me encheu de inumeráveis perguntas e ideias. O desejo é puramente físico? O que fazem duas pessoas terem uma química instantânea? O que em nossa composição genética nos leva a uma pessoa, e nos adverte para ficar longe de outra? E se forem a mesma pessoa?

Brooke: Qual é a melhor parte de criar uma personagem como a Nora?
Becca: Há muitas coisas boas, mas atualmente, eu tenho gostado de vê-la tomando vida nos desenhos da Graphic Novel. É fascinante ver como o ilustrador interpretou a personagem. Dá um pouco a sensação de que ele está andando na minha mente. Mal posso esperar para ver o que os leitores irão pensar da Graphic Novel, espero que eles fiquem tão impressionados quanto eu estou.

Brooke: Quanto da sua inspiração vem da vida real ou de pessoas reais?
Becca: Bem, eu provavelmente não deveria admitir isso, mas boa parte das personagens é baseada em pessoas que conheci durante o ensino médio, incluindo Patch, Vee e Marcie. Todas as personagens, também, contem uma parte de mim. Na história, eu tentei capturar as sensações de como é se apaixonar pela primeira vez, a sentir a primeira traição, e o que significa lidar com problemas familiares. Os leitores me dizem que podem ver o enredo se desenrolar por si só – como se estivessem assistindo um filme. Eu acho que isto acontece porque a hiatória e as personagens foram vividas e muito reais em minha mente enquanto eu escrevia o livro.

Brooke: Que aviso você tem a jovens escritores e artistas aspirantes?
Becca: Eu acho que é importante ter um diário e tentar escrever nele diariamente. Muitas vezes, pensamos que nossas vidas não são muito interessantes, mas a verdade é que elas são minas de emoção, conflito e química. Quando eu comecei a escrever um diário, me tornei vividamente consciente do mundo ao meu redor. Eu sempre releio meus diários que mantive durante todo o ensino médio. Nunca se sabe quando suas experiências vividas podem se transformar em uma estória.

Brooke: Complete a frase; a melhor parte de escrever é…
Becca: Combinar o livro certo com a pessoa certa. Quando pessoas me dizem que não gostam de ler, eu respondo “então você não encontrou o livro certo ainda”.

Em breve mais entrevistas.

(Créditos: a entrevista foi traduzida pelo portal http://portal.julund.com.br/)