Wolfgango Novogratz concedeu uma entrevista para o site Pop Culturalist, onde fala de seu mais recente filme, “The Last Summer” (Nosso Último Verão), e projetos futuros, incluindo Hush Hush (Sussurro em português) confira abaixo:

Wolfgang Novogratz está esquentando a tela como Foster, um garoto tipicamente americano, na mais nova comédia romântica da Netflix, The Last Summer (Nosso Último Verão), o filme perfeito para nos preparar para o clima quente e os bons momentos da temporada. Esta história de amadurecimento segue um grupo de recém-formados do ensino médio que se reúnem para criar memórias duradouras durante o verão final antes da faculdade. O personagem de Wolfgang é tudo menos um atleta estereotipado, e isso é graças ao próprio Wolfgang. Ele colaborou com o roteirista e diretor do filme, William Bindley, para criar uma identidade nova para Foster. O Pop-Culturalist conversou com este excitante e promissor ator sobre o desenvolvimento de seu personagem, como ele começou a atuar e os projetos interessantes em que ele está trabalhando.

P-C: Conte-nos sobre The Last Summer (Nosso Último Verão) e seu personagem no filme.

Wolfgang: Eu interpreto Foster no filme. E fui atraído pelo projeto porque vi a maioria das cenas de Foster com Alec, interpretado por Jacob Latimore, e achei que seria uma ótima oportunidade para entrar no ringue com um ator tão talentoso. Ele trabalhou com tantos cineastas e pessoas incríveis ao longo de sua carreira. Eu estava muito animado para a audição, e eu fui extremamente feliz por terem me oferecido o personagem depois de apenas uma audição. Logo depois, liguei para William Bindley, o diretor, e começamos a conversar sobre o roteiro, a história e onde Foster se encaixava.
Foster foi originalmente escrito como um idiota que queria ficar com todas essas garotas. Ele era muito superficial. Comecei a me perguntar: “O que o leva a fazer essa lista? Qual é a razão? Qual é a motivação dele? Então pensei: ele é virgem”. Essa é a razão pela qual ele faz essa lista. Ele quer tentar criar tantas oportunidades para si quanto possível. Ele está desesperado para transar para não ser virgem quando começar a faculdade no outono. Bill e eu começamos a conversar sobre isso e ele adorou a ideia. Começamos a reimaginar Foster, aprimorando algumas cenas. Adicionamos a cena entre o personagem de Jacob e Foster no caminhão, onde você descobre o segredo dele. Essa cena foi escrita depois que cheguei a bordo.

P-C: Como isso afetou sua preparação e mentalidade enquanto você estava filmando? Foster essencialmente se torna um personagem completamente diferente.

Wolfgang: É interessante! Eu tive duas cenas para o meu teste. A primeira é quando você o conhece e ele mostra sua lista para Alec. A outra foi a final, quando ele conhece a mulher mais velha. Na minha opinião, eu já havia feito a escolha de que ele era virgem. Então, consegui convencer Bill sobre isso, depois que consegui o papel.

P-C: Quais as diferenças e similaridades entre você e o Foster?

Wolfgang: Somos muito diferentes. Pessoalmente, eu não me relacionei com Foster. Isso foi parte da razão pela qual eu queria humanizá-lo e torná-lo mais tridimensional.
O público viu esse personagem babaca em tantos adolescentes, mas nós queríamos dar a ele mais camadas, então criamos essa história de fundo. Ele tem muitas inseguranças. Quando ele era mais jovem, ele nunca recebeu atenção das mulheres. Há uma linha no roteiro onde eu digo: “Eu sou um fisiculturista cristão”. Pensei comigo: “Qual o corpo que um garoto do ensino médio tem?”. Achamos que ele faz isso porque está tentando se reinventar para O Verão. Ele está tentando criar essa nova persona: um macho alfa que é bom com as mulheres. Ele está tentando se livrar do Foster que costumava ser, mas ainda é um garotinho assustado lá dentro.

P-C: Além do enredo do seu próprio personagem, há outro que te interessou?

Wolfgang: Quando eu li o roteiro pela primeira vez, eu estava tão empolgado para ver Chad e Reese, eles iriam ser os executivos. Eu achei o enredo deles tão engraçado: esses dois caras nerds têm uma oportunidade incrível, e eles aproveitaram ela. É uma daquelas situações que só acontecem em filmes, mas também é por isso que amamos ir ao cinema – é divertido e uma fuga. Eu acho que Jacob McCarthy e Mario Revolori fizeram um ótimo trabalho trazendo esses personagens para a vida. É realmente engraçado. Eles também fazem isso de uma forma tão relacionável e crível. Há uma cena depois que os caras passam uma noite com duas mulheres mais velhas, onde eles estão voltando para casa e suas gravatas estão amassadas e eles apenas começam a dançar. É um momento tão fofo, doce e inocente para esses dois jovens.

P-C: Nós vemos como cada um desses personagens passa o seu último verão. Como você passou seu último verão depois de terminar o ensino médio?

Wolfgang: Eu realmente fiz uma grande mudança de vida. [risos] Aqui está uma pequena história: há mais ou menos cinco anos atrás eu estava treinando para jogar basquete na primeira divisão. O basquete foi toda a minha vida. Eu estava fazendo tudo que fosse preciso para tornar meu sonho uma realidade. Então, no meu último ano do ensino médio, tive a sorte de realizar esse sonho. Eu tive muitas oportunidades maravilhosas das melhores escolas para jogar basquete universitário.
No meu último ano, também fiz aula de teatro pela primeira vez; Eu nunca havia atuado antes. Eu sempre fui obcecado por filmes, mas nunca atuei. Lembro-me de pensar como trabalhei toda a minha vida por esse objetivo e que consegui. Eu provei a mim mesmo que eu poderia fazer isso. Durante esse processo, encontrei um novo amor e queria começar um novo capítulo na minha vida.

Então, falei com meu professor de teatro. Eu disse a ele que queria ser ator e pedi conselhos. Ele disse: “Se você quer ser um bom ator, você deveria passar algum tempo estudando teatro em Londres”. No dia seguinte à minha formatura, me mudei para Londres para ir à escola de teatro. Eu tinha uma semana antes das aulas começarem, então meu primo, alguns dos meus velhos amigos de Nova York, e eu decidimos viajar pela Europa por cinco dias.

P-C: Quão desafiadora foi essa nova realidade?

Wolfgang: Bem, meus pais ficaram emocionados. [risos] Eu tinha tudo em que trabalhei a vida toda, mas decidi fazer algo que nunca fiz antes. Olhei-os nos olhos e disse-lhes: “Todo o esforço que eu dei à escola e ao basquete, vou dar para atuação. Eu estou nisso pelas razões certas. Eu quero me tornar o melhor ator que posso ser, e vou dar tudo o que tenho.” Eles acreditam em mim tanto quanto eu poderia pedir e eles tem me apoiado bastante.

Eu definitivamente recebi algumas ligações telefônicas tarde da noite e e-mails de familiares e amigos dizendo: “Você está jogando sua vida fora. Não fale conosco até que você vá para a faculdade”, todo tipo de coisas. [risos] É engraçado, uma vez que eu consegui o meu primeiro trabalho essas mesmas pessoas ficaram tipo, “Quando é a estreia? Nós sempre soubemos que você poderia fazer isso.” [Risos]

P-C: Com o filme sendo lançado agora, o que você espera que o público entenda?

Wolfgang: Eu realmente acredito que o melhor deste filme é que existem muitos personagens e histórias. Há, pelo menos, um personagem que todos poderão se relacionar. Se você está procurando por amor, se você está saindo de um relacionamento de longo prazo, se você está tentando se reinventar para o verão, se você está tentando fazer todas as coisas que você nunca fez no ensino médio, há um enredo que eu acredito que cada pessoa pode se relacionar. Não importa de onde você é no mundo, em que classe, raça, origem socioeconômica, há alguém com quem você pode se identificar. Cada pessoa tem esse momento em sua vida, quando eles têm um período de transição antes de iniciar o próximo capítulo de suas vidas.

P-C: Além do The Last Summer (Nosso Último Verão), você tem algum outro projeto que você possa falar neste momento?

Wolfgang: Eu tenho! A razão pela qual estou em Nova York é que estou filmando um filme chamado The Half of It, que também é um filme da Netflix. É uma história de amor dirigida por Alice Wu.

O filme é sobre uma menina sino-americana e um jogador de futebol introvertido se tornando amigos. O jogador de futebol contrata a menina para escrever cartas de amor para a garota dos seus sonhos, que é a garota mais popular da escola. Eu interpreto o personagem chamado Trig Carson, que é o cara do campus – todo mundo o ama. Ele é o presidente do corpo discente e o rei do baile, mas é um pouco superficial e narcisista. Ele não é um cara ruim, mas as vezes ele subestima sua namorada. Ele é um meio para a personagem principal descobrir se ele é ou não o cara certo para ela.

No momento é o que eu estou filmando, e também estou escalado para um filme chamado Hush Hush, baseado em uma série de livros best-seller do New York Times. É muito parecido com Crepúsculo em certos aspectos. É um romance sobrenatural entre um anjo caído e uma garota humana. Eu interpreto o anjo caído, Patch Cipriano, e a previsão é de que as filmagens comecem em poucos meses em Cape Town, Africa do Sul.

P-C: Qual foi a maior lição que você aprendeu fazendo parte dessa indústria?

Wolfgang: Concentre-se em coisas que você pode controlar e desligar tudo a sua volta.

Rodada rápida do Pop-Culturalist.

P-C: Programa de TV que é o seu prazer culpado?

Wolfgang: Isso é engraçado. Eu estava falando com um velho amigo meu sobre isso. Quando éramos mais jovens, costumávamos assistir a muitos shows do VH1 como Greatest One Hit Wonders dos anos 80, Flavour of Love e I Love New York – aqueles reality shows ridículos que eles tinham, e aqueles shows de contagem regressiva.

P-C: Filme de prazer culpado?

Wolfgang: Eu não vou dizer que é um prazer culpado por si só porque as pessoas adoram esse filme, mas eu vi A Star Is Born (Nasce Uma Estrela) seis vezes nos cinemas. Deixe-me explicar! Eu acho que é um filme incrível, mas a cada vez que eu ia, eu queria ser diretor, produtor e roteirista. Cada vez, assisti sob uma lente diferente. Uma vez, eu iria e apenas assistia ao filme. Outra vez, eu iria e só assistiria a performance de Lady Gaga. Da próxima vez, eu só assistia ao Bradley. A próxima vez, eu assisti a cinematografia e edição. Foi realmente inspirador. Alguns dos meus amigos já estavam cansados e eles ficavam tipo: “Você está louco?”.

P-C: Livro favorito?

Wolfgang: Acabei de ler Por Quem os Sinos Dobram por Ernest Hemingway, e foi fantástico.

P-C: Peça favorita ou musical?

Wolfgang: Para o musical, eu diria Rent. Eu cresci em Nova York. Eu o vi em uma idade muito jovem e, sem dúvida, eu poderia cantar cada palavra de cada música. Ele tem um lugar muito especial no meu coração. Quanto a minha peça favorita, acabei de ver Burn This com Adam Driver e Keri Russell. O desempenho de Adam Driver é uma das performances mais eletrizantes, coloridas e emocionantes que eu já vi por um ator masculino.

P-C: Uma banda ou artista que os fãs ficariam surpresos em saber está na sua playlist?

Wolfgang: Lynyrd Skynyrd

P-C: Você tem um fato divertido?

Wolfgang: Depois que eu fiz meu primeiro filme, Sierra Burgees Is a Loser, eu produzi e atuei na peça teatral, This Is Our Youth de Kenneth Lonergan em Los Angeles. Isso me levou a contratar um agente e mudou muitas coisas para mim. Ali realmente começou minha carreira.

Entrevista original, PopCulturelist: https://pop-culturalist.com/exclusive-interview-pop-culturalist-chats-with-the-last-summers-wolfgang-novogratz/