Vamos relembrar a entrevista que Becca Fitzpatrick concedeu para para o site português, Segredo dos Livros, onde fala um pouco das suas inspirações para escrever sua série de livros, e revela de onde veio o título Hush Hush. Confira abaixo a entrevista completa:

1. De onde vem o título “Hush, Hush”?
Eu queria um título alusivo ao mistério e à atmosfera presentes no livro e quando estava à procura no dicionário por qualquer coisa que servisse, deparei-me com a palavra “hush”. A definição era “manter em segredo”. Pensei logo que era a descrição perfeita da relação do Patch e da Nora no livro – ele esconde tantas coisas dela e é tão misterioso!

2. Como é que tudo começou? De onde surgiram as ideias para a história?
Eu comecei a escrever o Hush, Hush em 2003, quando o meu marido me deu como presente no meu 24º aniversário um curso de escrita criativa. Lá, o meu professor pedia-nos, todas as semanas, que fizéssemos um trabalho ao qual chamávamos “mostre, não conte”. Portanto, todas as semanas tínhamos uma palavra nova sobre a qual tínhamos de fazer um texto. Só que esse texto não podia contar qual era palavra mas sim descrever essa palavra. E então houve uma semana em que o trabalho era sobre humilhação. Fui imediatamente invadida por uma recordação do meu ensino médio em que numa aula de Biologia, o meu professor me perguntou em frente à turma inteira as características que eu mais apreciava num rapaz. Ali estava uma bela descrição de humilhação! Usei-a logo para o meu trabalho e o que começou por ser uma única cena, depressa se tornou um capítulo, depois dois e depois um livro inteiro!

3. E relativamente à ideia de anjos caídos?
Eu sabia, desde o primeiro dia que o Patch ia ser o típico e irresistível bad boy. Ia ser charmoso mas também muito perigoso. Só que também queria que ele tivesse sido bom numa determinada altura do seu passado. Ponderei durante muito tempo o que é que haveria de tê-lo feito “cair das boas graças”, até que de repente esta metáfora fez todo o sentido e se tornou literal na minha cabeça – ele era um anjo caído, expulso do paraíso. A partir daí fiquei com a ideia base e soube que com ela podia fazer o que quisesse com a história. Acabou por se tornar uma experiência muito libertadora e estimulante.

4. A atração física entre Patch e Nora é permanente no livro. O que é que a levou a fazer dos anjos caídos seres com grande sensualismo?
Não era minha intenção que os leitores vissem os anjos caídos como criaturas sedutoras. O que eu queria mesmo era que o Patch fosse um personagem ao mesmo tempo sexy e muito misterioso. Isso é que tinha mesmo de ser, desse por onde desse!

5. A ideia deste amor proibido entre o suposto inimigo e a protagonista sempre existiu?
Acho que foi uma decisão não muito consciente. Acabei por nem dar conta que as coisas tomaram esse rumo. A verdade é que, quando o Patch surgiu na história, ele era o personagem perfeito: era o bad boy que estava tentando recuperar o seu lado bom e sentimental do passado. Já com a protagonista o desenvolvimento foi muito mais gradual.

6. Demorou cinco anos a terminar o livro. Porquê tanto tempo? Houve algum tipo de dificuldade?
Eu considero-me uma escritora muito lenta. Além disso sou mãe de dois filhos: o tempo é sempre curto e escrever é uma coisa que pus para segundo plano. Mas, sim, também houve dificuldades: arranjar tempo para escrever, ter paciência e manter-me fiel à história, aceitar cerca de 100 cartas de rejeição de agentes literários… Enfim, várias coisas. Bem que eu podia continuar aqui a enumerá-las mas nunca terminaria! Não é fácil ser escritor e muito menos publicar o nosso primeiro livro.

7. Como autora de Hush, Hush, quais foram as principais influências que levaram à história final?
Eu lia muito Nancy Drew e Trixie Belden quando era pequena. Na adolescência foi mais as irmãs Brontë e montes de romances góticos. Portanto, pode-se dizer que sempre gostei de mistério e thrillers fantásticos com muito suspense.

8. Adora correr, é obcecada por sapatos e uma devoradora de sorvetes. Será que estas paixões fazem da Becca a escritora que é?
Hum… É uma excelente pergunta. Eu, de fato, crio a maioria das minhas histórias enquanto estou correndo. É quando tenho mais ideias e mais me inspiro, por isso, há definitivamente uma associação entre estas duas coisas: correr e escrever.

9. Há algum tipo de conselhos a dar a quem queira ser escritor?
Por favor, não tenham vergonha daquilo que escrevem. Não tenham medo de escrever mal nem de escrever aquilo que gostam. Todos os escritores começam a escrever mal. Pior ainda se não for uma coisa de que se goste. Sejam persistentes e leiam, leiam muito – não há melhor doce para o nosso cérebro do que a literatura.

Em breve mais entrevistas.