Vamos relembrar a entrevista que Becca Fiztpatrick concedeu ao portal autraliano Girl.au há 7 anos atrás, onde falou um pouco sobre suas próprias experiências de escrita e vida, e como tudo isso influencia a série “Sussurro”. Confira abaixo a integra da entrevista:

Brooke Hunter: O que inspirou você a escrever Sussurro?
Becca Fitzpatrick: Eu fui inspirada por algo que aconteceu comigo nas minhas aulas de biologia durante o ensino médio. Meu professor me perguntou, na frente da sala toda, para dizer características que eu gosto em um parceiro. O menino que estava sentado do meu lado ficou me cutucando com a caneta, me forçando a responder. Eu fui tão humilhada! Para quem leu Sussurro sabe que a personagem principal, Nora, passa por uma experiência bem parecida. Quanto mais eu escrevia, mais a tensão sexual existente em cada página me encheu de inumeráveis perguntas e ideias. O desejo é puramente físico? O que fazem duas pessoas terem uma química instantânea? O que em nossa composição genética nos leva a uma pessoa, e nos adverte para ficar longe de outra? E se forem a mesma pessoa?

Brooke: Qual é a melhor parte de criar uma personagem como a Nora?
Becca: Há muitas coisas boas, mas atualmente, eu tenho gostado de vê-la tomando vida nos desenhos da Graphic Novel. É fascinante ver como o ilustrador interpretou a personagem. Dá um pouco a sensação de que ele está andando na minha mente. Mal posso esperar para ver o que os leitores irão pensar da Graphic Novel, espero que eles fiquem tão impressionados quanto eu estou.

Brooke: Quanto da sua inspiração vem da vida real ou de pessoas reais?
Becca: Bem, eu provavelmente não deveria admitir isso, mas boa parte das personagens é baseada em pessoas que conheci durante o ensino médio, incluindo Patch, Vee e Marcie. Todas as personagens, também, contem uma parte de mim. Na história, eu tentei capturar as sensações de como é se apaixonar pela primeira vez, a sentir a primeira traição, e o que significa lidar com problemas familiares. Os leitores me dizem que podem ver o enredo se desenrolar por si só – como se estivessem assistindo um filme. Eu acho que isto acontece porque a hiatória e as personagens foram vividas e muito reais em minha mente enquanto eu escrevia o livro.

Brooke: Que aviso você tem a jovens escritores e artistas aspirantes?
Becca: Eu acho que é importante ter um diário e tentar escrever nele diariamente. Muitas vezes, pensamos que nossas vidas não são muito interessantes, mas a verdade é que elas são minas de emoção, conflito e química. Quando eu comecei a escrever um diário, me tornei vividamente consciente do mundo ao meu redor. Eu sempre releio meus diários que mantive durante todo o ensino médio. Nunca se sabe quando suas experiências vividas podem se transformar em uma estória.

Brooke: Complete a frase; a melhor parte de escrever é…
Becca: Combinar o livro certo com a pessoa certa. Quando pessoas me dizem que não gostam de ler, eu respondo “então você não encontrou o livro certo ainda”.

Em breve mais entrevistas.

(Créditos: a entrevista foi traduzida pelo portal http://portal.julund.com.br/)